Davi LagoÚltimos textos publicados no site do Pr. Davi Lagohttp://www.davilago.com/Fri, 11 Nov 2011 00:17:18 -0200Repensando o trabalhohttp://www.davilago.com/texto/99-repensando-o-trabalhoPor Davi Lago   Como cristão, creio que devemos recuperar a visão cristã do trabalho. A Bíblia apresenta preceitos sábios sobre o trabalho e eles não podem ser ignorados. O Salmo 104, por exemplo, apresenta alguns aspectos importantes do trabalho. O salmista faz uma narrativa poética sobre o funcionamento do mundo falando sobre a dinâmica das estações, dos dias e das noites, e dos animais selvagens nas florestas. O texto afirma que Deus “fez a lua para marcar estações; o sol sabe quando deve se pôr. Trazes trevas, e cai a noite, quando os animais da floresta vagueiam. Os leões rugem à procura da presa, buscando de Deus o alimento, mas ao nascer do sol eles se vão e voltam a deitar-se em suas tocas” (Sl 104.19-22). Na sequência, o salmista afirma a ligação orgânica que há entre os seres humanos e o trabalho: “Então o homem sai para o seu trabalho, para o seu labor até o entardecer” (Sl 104.23). Ao analisarmos esses versos em contraposição com a atual conjuntura do mundo do trabalho, podemos levantar questões pertinentes. São questões urgentes e necessárias para pensarmos o papel do trabalho em nosso tempo.   Trabalho: humanizador ou desumanizador? Percebe-se nesse Salmo que o trabalho é parte constituinte de nossa humanidade. Assim como a lua e o sol marcam naturalmente as estações, e assim como os animais predadores procuram instintivamente suas presas, o ser humano sai naturalmente para o seu trabalho. Somos por natureza homo faber, seres trabalhadores, feitos para o trabalho. No entanto, uma grande ironia do mundo contemporâneo é a desumanização que o trabalho causa em muitas pessoas. Como Chaplin já denunciou em Tempos Modernos (1936), os trabalhadores estão se tornando máquinas, seres  acríticos e alienados. As paranóias do mundo profissional tem levado muitos trabalhadores a uma aposentadoria prematura causada pela depressão, pelo stress, pela ansiedade.   Trabalho: orientador ou desorientador? Ao nascer do sol os animais selvagens vão dormir, “então o homem sai para seu trabalho”. Trabalhar envolve uma “saída”, uma saída decidida, focada, convicta. Mesmo os que trabalham em home offices, precisam “sair” para trabalhar. Ou seja, quem trabalha em casa precisa se desligar da vida doméstica e dedicar força e concentração ao trabalho. Contudo, verificamos na sociedade atual, em diversos aspectos, que o trabalho em vez de dar um rumo tem desnorteado as pessoas. Olhando por um prisma prático, o simples “sair para o trabalho” tornou-se um inferno nas metrópoles devido ao trânsito intenso de automóveis. Por outro lado, a convicção de “sair para o trabalho”, não existe para muitos que estão à margem do mercado e sofrem com o desemprego. Por outra perspectiva ainda, a clareza de “sair para o trabalho” não existe para muitos adolescentes que sofrem de indecisão crônica em relação ao curso que irão fazer na universidade.   Trabalho: libertador ou escravizador? O Salmo diz que o homem sai para seu trabalho “até o entardecer”. Isso mostra duas coisas. Primeiro, o trabalho deve envolver parte expressiva do nosso tempo, mas, em segundo, ele deve ter um limite. Novamente constata-se os abusos que são realizados hoje. Em nossos dias é considerado normal uma pessoa perder horas de sono trabalhando um pouco a mais. Consideramos normal e até mesmo sadio realizar uma hora-extra. Os workaholics proliferam incontrolavelmente. Baseado numa perspectiva bíblica, creio que o trabalho deve nos humanizar, orientar e libertar. Infelizmente não é isto o que vemos hoje. Fica o apelo: precisamos repensar o trabalho no mundo atual, e a sugestão: podemos começar repensando seu papel em nossa própria vida.Fri, 11 Nov 2011 00:17:18 -0200O trabalho na perspectiva cristãhttp://www.davilago.com/texto/97-o-trabalho-na-perspectiva-cristaPor Davi Lago  Escuta-se comumente que, na perspectiva judaico-cristã, o trabalho é um “castigo” dado por Deus ao homem. O velho gracejo diz: “Quem inventou o trabalho não tinha nada para fazer”. Afirma-se que, segundo as Escrituras, o trabalho é uma maldição. No entanto, uma análise séria revela que essas afirmações são uma grotesca caricatura do genuíno ensino bíblico sobre o assunto. Logo no início do Gênesis, a Bíblia afirma que “o Senhor Deus colocou o homem no jardim do Éden para cuidar dele e cultivá-lo” (Gênesis 2.15). Percebe-se que o trabalho é consequência da criação e não da queda do homem. Ou seja, o trabalho já existia antes de o homem pecar e ser castigado por Deus. A pergunta que se levanta é: Quais são as razões para trabalhar na perspectiva cristã? Podemos apontar algumas respostas: Em primeiro lugar, através do trabalho o homem acumula riqueza e provê suas necessidades materiais. Essa é a própria definição acadêmica de trabalho como afirma o historiador Carlos Roberto de Oliveira: “trabalho é a atividade desenvolvida pelo homem, sob determinadas formas, para produzir riqueza”[1]. Deus disse para Adão: “Com o suor do seu rosto você comerá o seu pão” (Gn 3.19); o apóstolo Paulo afirmou: “Se alguém não quiser trabalhar, também não coma” (2Ts 3.10). Em segundo lugar, através do trabalho é possível ajudar os necessitados. Além de prover suas próprias necessidades, o indivíduo que trabalha pode prover para outros. Esse é um ensino bíblico claro: “Se alguém não cuida de seus parentes, e especialmente dos de sua própria família, negou a fé e é pior que um descrente” (1Tm 5.8); “O que furtava não furte mais; antes trabalhe, fazendo algo de útil com as mãos, para que tenha o que repartir com quem estiver em necessidade” (Ef 4.28). Em terceiro lugar, através do trabalho o cristão cria pontes para a comunicação do evangelho. Paulo escreveu: “Esforcem-se para ter uma vida tranquila, cuidar dos seus próprios negócios e trabalhar com as próprias mãos, como nós os intruímos; a fim de que andem decentemente aos olhos dos que são de fora e não dependam de ninguém” (1Ts 4.11-12). Em quarto lugar, através do trabalho expressamos nossa paixão por Deus. Devemos trabalhar para a glória de Deus. Quando orientou os trabalhadores, Paulo afirmou: “Tudo o que fizerem, façam de todo o coração, como para o Senhor, e não para os homens” (Cl 3.23). Deus é nosso chefe em última instância, e nada que fazemos. Desse modo, percebe-se que a fé cristã não limita a razão do trabalho apenas na questão material. Na perspectiva bíblica, o trabalho vai muito além disso. O trabalho constitui parte de nossa própria humanidade e ao realizá-lo nós glorificamos a Deus. [1] OLIVEIRA, Carlos Roberto de. História do trabalho. 5ª ed. São Paulo: Ática, 2006, p.5. Fri, 11 Nov 2011 00:04:12 -0200Feliz dia da mortehttp://www.davilago.com/texto/96-feliz-dia-da-mortePor Davi Lago“O dia da morte é melhor que o dia do nascimento” Eclesiastes 7.1   Os habitantes da cidade de Londres ficaram chocados quando a peça teatral Feliz dia da morte entrou em cartaz. Como é possível se alegrar com a morte? A morte não é o dia mais triste da vida? A morte realmente amedronta muitas pessoas. A morte fez balançar até o ateu mais ateu que conheci. Ele disse: “Quando minha esposa sofreu um acidente e ficou internada no hospital à beira da morte, confesso que quase negociei com a Divindade”. O filósofo Voltaire chegou a afirmar: “Nunca pense na morte. Esse pensamento só envenena a vida”[1]. Nossa tendência é mudar de assunto, varrer a morte para debaixo do tapete e fingir que ela não existe. Quando fiquei frente a frente com um defunto pela primeira vez, senti a morte de forma palpável. Obviamente percebi que o defunto era um corpo vazio. Realmente vazio. Foi um sentimento estranho, doloroso, penoso. Creio que essa é a inclinação da maioria das pessoas. No entanto, não adianta isolar a morte das nossas reflexões. Na verdade, a morte está muito próxima de cada um de nós: tanto de forma literal como de forma figurada. Podemos literalmente morrer a qualquer momento: seja por uma doença, um assalto, uma bala perdida, um acidente na estrada. Qual de nós sabe a hora? Isso sem falar das inúmeras notícias das mortes de outras pessoas que nos bombardeiam através dos meios de comunicação. Por outro lado, percebemos imagens da morte o tempo todo. Por exemplo, cada despedida carrega em si uma imagem da morte. Quando você despede-se de alguém ali existe uma imagem da morte. Isso sem falar de quando dormimos. Cada dia pode ser encarado como uma microvida: nascemos pela manhã, crescemos durante o dia, cansamos à tarde e morremos à noite ao dormir. Brad Pitt interpreta a morte no filme Encontro Marcado como um homem elegante. Já o imaginário popular a descreve como uma caveira horrorosa vestindo um sobretudo preto com uma foice na mão. Seja ela bonita ou feia, ela está ai. Como afirmou o pensador Heidegger: “Quando um homem começa a viver, ele começa a morrer”. È engraçado notar uma das expressões que utilizamos para nos referirmos à morte de alguém. Costumamos dizer: “Ele se foi”. A pergunta é: Ele se foi para onde? Para onde vamos? Ou não vamos para lugar nenhum? Reencarnamos? Ressuscitamos? Ou simplemente somos aniquilados? Há tribos de esquimós que enterram seus mortos junto com um cão, pois acreditam que o animal pode guiar seu dono no além. Nativos africanos de tempos passados matavam o maior número de pessoas porque acreditavam que esses mortos seriam seus escravos no além. Os índios xavantes comiam seus filhos que morriam crianças porque acreditavam que a alma dos infantes estaria segura dentro deles. A humanidade se preocupa com o além. O que vêm depois da morte? Por nós mesmos não podemos saber isso jamais. Há um texto bíblico que diz o seguinte: “Visto que ninguém conhece o futuro. Quem lhe poderá dizer o que vai acontecer?” (Eclesiastes 8.7). Realmente não há como saber, por nós mesmos, o que acontece após a morte. Tudo o que dissermos não passa de especulação. No entanto, os cristãos creem na Bíblia como revelação de Deus ao homem. Ou seja, se realmente a Bíblia é a Palavra de Deus, um livro onde Deus se comunica com o homem, é possível saber o que vem depois. A pergunta então é: o que a Bíblia afirma sobre a morte? Em rápidas palavras: As Escrituras afirmam que depois da morte os seres humanos são julgados por Deus e há uma única maneira de não ser condenado à “segunda morte”, ou seja, a miséria eterna no inferno: crer em Jesus Cristo.   “Disse-lhes Jesus: ‘Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá; e quem vive e crê em mim, não morrerá eternamente. Você crê nisso?’” (João 11.25-26).   Depreende-se desses versos que aqueles que crerem em Jesus viverão eternamente ao lado de Deus. Isso é o que a Bíblia afirma. A pergunta de Jesus é clara: “Você crê nisso?”. Como cristão eu acredito na Bíblia e no que ela diz sobre a morte e a pós-morte. Também creio que o último dia deve ser a nossa preocupação de todos os dias. Refletindo sobre a morte reparei o seguinte: Conheço inúmeras histórias de ateus que clamaram a Deus na hora da morte, mas jamais tive notícia de um cristão fiel que desistiu de Deus no momento de sua partida. Pelo contrário, os relatos revelam que muitos cristãos cantaram os mais belos cânticos de louvor e disseram as frases mais apaixonadas por Deus de suas vidas justamente antes de morrer. Esses fatos são notórios. Como é possível alguém tratá-los com descaso? Para o cristão a morte não é um beco sem saída, mas uma estrada que leva para o céu. Para os crentes em Jesus a morte não é o fim, mas o início de uma nova vida. [1] BUNGENER, Louis Felix. Voltaire and his times. Edinburgh: Thomas Constable, 1854, p.466 [Disponível em: Google Books. Acesso 30 ago 2011] Fri, 14 Oct 2011 08:51:00 -0300O Deus em quem não creiohttp://www.davilago.com/texto/95-o-deus-em-quem-nao-creioPor Davi Lago     Muitas vezes quando me perguntam se eu acredito em Deus, eu respondo: “Depende de que Deus você está falando”. Eu não creio, por exemplo, num “Deus banqueiro” que serve apenas para resolver nossos problemas financeiros. Não creio também num “Deus” que criou o mundo e o abandonou, como creem os deístas; nem num “Deus tapa-buraco” de nossas ignorâncias; nem num “Deus de indulgências” que barganha favores para os homens. Se for um desses deuses que você tem em mente, então eu sou o maior ateu do universo. Há vários deuses no supermercado religioso contemporâneo. Mas são todos tão mesquinhos, que não vale a pena desperdiçar tempo falando sobre eles. Dá agonia ter que aturar tanta frivolidade. Como é possível crer num “Deus” que não zela por sua própria glória? Como crer num “Deus” que não seja onipotente, perfeito e digno de louvor? Não creio num “Deus” que possa ser colocado numa caixa e estudado num laboratório. Não creio num “Deus” que seja só amor sem justiça, ou que seja somente justiça sem amor. Não creio num “Deus” inseguro, instável e mutável como o temperamento humano ou a bolsa de valores. Não tenho fé para crer num “Deus” ilógico, irracional e absurdo. Não creio num “Deus” que seja um mero passatempo e entretenimento para uma vida alienada. Não creio num “Deus” que não tenha o controle do cosmo e fique amedrontado diante de demônios e outros deuses. Não creio num “Deus” antiquado que precisa ser readaptado de tempos em tempos. Não creio num “Deus” insensível ao sofrimento, ao racismo e à escravidão. Não creio num “Deus” que serve apenas como um conforto ilusório para minhas tristezas. Não creio num “Deus” limitado, impotente diante da natureza, que nada sabe sobre o futuro, como afirmam os teístas abertos. Um “Deus” assim é digno de dó e piedade. Também não posso crer num “Deus” antropocêntrico, que adora o homem e coloca a vontade humana acima da sua. Não creio ainda num Deus impessoal como acreditam os hindus. Esse “Deus” não passa de uma “energia superior”, que não se relaciona com a humanidade e nem é consciente de si. Perceba: não posso crer num “Deus” que não passa de uma projeção humana, um “Deus” à imagem e semelhança do homem, assim como afirmou Feuerbach. Nesse “Deus” eu não creio. Nem no “Deus pai super-protetor” que Freud negou. Um “Deus” assim teria apenas um monte de filhos mimados e insuportáveis. Se foi um desses deuses que Nietzsche afirmou que está morto, graças a Deus que ele está morto e não existe mais. Aliás, ele nunca existiu. E que ninguém tenha a ideia insana de reinventá-lo. No funeral desse “Deus”, não choraremos. Creio que rejeitar esses falsos deuses é o primeiro passo da verdadeira fé.Tue, 26 Jul 2011 12:32:52 -0300Que é arrependimento?http://www.davilago.com/texto/92-que-e-arrependimentoPor Davi Lago     Jesus ensinou que o arrependimento é a primeira exigência do evangelho. “Arrependam-se e creiam no evangelho” (Mc 1.15). Quando perguntaram para o apóstolo Pedro o que era necessário fazer diante da mensagem do evangelho, a primeira palavra que ele disse foi: “Arrependam-se” (At 2.38). Compreender o que é o arrependimento é fundamental para a vida cristã. Arrependimento é o primeiro passo na estrada do Calvário.   Literalmente, arrependimento significa “reflexão posterior” ou “mudar de ideia”, já que é um termo grego formado pelas palavras “meta” (depois) e “noia” (reflexão).   No sentido cristão, o conceito de arrependimento vai além. Ele significa uma profunda tristeza pelo pecado que nos leva a abandonar o próprio pecado.   O arrependimento deve envolver toda a pessoa:   Primeiro, deve envolver o intelecto. Ou seja, a pessoa deve reconhecer o seu pecado, compreender que ela está vivendo em desacordo com a vontade de Deus.   Segundo, deve envolver as emoções. Ou seja, não basta saber que sua vida está errada, é necessário uma tristeza profunda pelo pecado.   Terceiro, deve envolver a vontade. Ou seja, a pessoa precisa manifestar uma mudança de atitude. Ela deve apresentar o fruto do arrependimento: uma vida transformada.   O arrependimento não é um ato único na vida cristã. Ele começa na conversão, mas segue progressivamente através da confissão durante nosso curso nessa terra. Sempre que pecarmos precisamos nos arrepender: “Se conferssarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça” (1Jo 1.9). “Bem-aventurados os que choram, pois serão consolados” (Mt 5.4).   Sem arrependimento não existe evangelho verdadeiro. Sem crise espiritual não há conversão verdadeira. O único tipo de conversão que a Bíblia conhece é com arrependimento.Fri, 03 Jun 2011 09:41:34 -0300What the Bible says about atheismhttp://www.davilago.com/texto/86-what-the-bible-says-about-atheism  By Davi Lago – Brazilian Baptist Pastor www.davilago.com   “The fool hath said in his heart, {There is} no God. “ (Psalms 14.1). This is one of the main statements that the Bible makes about atheism. We highlight two points: 1. Atheism is nonsense. Deny the existence of God is foolish because God´s existence is obvious. The bible tries to defend the existence of God because it’s the most basic of all truths. The Bible starts by stating categorically: “In the beginning God created the heavens and the earth” (Genesis 1.1). The Bible says that God can´t be completely known by us, but enough can be known: “For since the creation of the world God's invisible qualities-his eternal power and divine nature-have been clearly seen, being understood from created things” (Romans 1.20). God is clearly seen in creation. In this way, atheism is considered foolish because it´s irrational is going against the clear, the reasonable. Actually, atheism is the greatest folly to be possible. The atheist simply closes his eyes to the evidence and covers his ears to reason. But why he does this? This brings us to the next point:   2. The foolish of atheism comes from man´s sinful heart. No one becomes atheist because of arguments, but because of the sin in his heart. There´s no one conclusive argument to prove the nonexistence of God. In Romans 1.19 the Bible claims that atheists don´t deny God by logic but by injustice, “men suppress the truth in unrighteousness”. The Bible says that the atheist denies the existence of God because he decided to live for sin. In other words, suits the atheist that God doesn´t exist. It is through the denial of the existence of God that the atheist justifies his immoral life, peverted, depraved, irresponsible, arrogant, liar. As Augustine said: “Nobody denies God unless it is concerned that there is no God”.   The Bible disqualifies the atheism as valid belief revealing it´s irrationality, inconsistency and incoherence. Thus, the Bible does not bother with atheism, it´s concerned with idolatry. The first of the Ten Commandments is against idolatry and not against atheism. The great danger of civilization isn´t  that it don´t believe in God, but it´s delivered the wicked fantasies and imaginations. Men never cease to believe in something, they´re always searching God, of meaning, purpose, of life eternal. Thus, men are always doing for themselves gods. Even atheists worship gods, either sex, addiction, money, status, or even a philosopher. The big question don’t is: “Does God exist?” but rather “What kind of God exists?” Therefore Jesus also didn´t worry so much about atheism but idolatry. His concern was not just that people believe in God but in the true God. He prayed: “This is eternal life: that they may know, the one true God and Jesus Christ whom You have sent” (John17.3).Fri, 01 Apr 2011 10:04:33 -0300Jesus é o fim da religiãohttp://www.davilago.com/texto/67-jesus-e-o-fim-da-religiaoPor Davi Lago Numa análise criteriosa a fé cristã nada tem a ver com religião. O cristianismo é na verdade o ponto final na religião. Religião é a tentativa do homem de se religar a Deus. O próprio termo “religião” significa “religar”. Desse modo, o islamismo, o budismo, o hinduísmo, o espiritismo e todas as demais religiões são esforços do homem em encontrar Deus. Afinal, como constatou muito bem o romancista Dostoievsky, “há no homem um vazio do tamanho de Deus”. Ou, nas palavras de Platão na obra Górgias, os seres humanos são como jarros vazando: de algum modo sempre sentem-se incompletos. A palavra-chave de toda religião é “faça”. Ou seja, as religiões estabelecem ritos, regras, comandos, através dos quais os fiéis entram em contato com o transcedental. O islã ordena a seus fiéis, por exemplo, que orem cinco vezes ao dia, deem esmolas aos pobres, realizem um jejum anual e peregrine a Meca. O espiritismo afirma a purificação espiritual através da prática de boas obras. O zen-budismo prega que a maneira de se libertar do sofrimento é a eliminação de todo desejo ou vício pelo que é temporal. A grande diferença é que, no cristianismo, a palavra-chave é “feito”. Ou seja, tudo que precisava ser realizado para que o homem pudesse se reconectar a Deus já foi feito por Jesus Cristo. Os homens sentem-se incompletos porque estão separados de Deus por causa do pecado. A humanidade está debaixo da ira de Deus devido à sua desobediência. Mas Deus, em seu grande amor, cumpriu a penalidade dos nossos pecados em Jesus. Foi Jesus quem morreu no nosso lugar e restabeleceu a comunhão entre Deus e os homens. Dessa maneira, percebe-se que Jesus Cristo aboliu a religião. Jesus é o fim da religião: ele nos religou a Deus através da sua morte na cruz e ressurreição após três dias. O preço pela salvação já foi pago. O homem não precisa fazer nada, a não ser aceitar o sacrifício de Cristo em seu lugar, arrependendo-se de seus pecados e crendo em Jesus e sua obra salvadora. Conhecer a Cristo é encontrar o fim da aflição religiosa. Ele é a libertação do medo  de morrer e do medo de viver. Já li vários provérbios sábios de Confúcio, frases de efeito de Aristóteles, mas nada que se comparasse com as palavras de Jesus: “Eu sou o Caminho, e a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai a não ser por mim”.Wed, 09 Feb 2011 18:22:32 -0200